sexta-feira, 30 de maio de 2014

I left my heart in San Francisco

Dia: 22-05-2014
Cidade: San Francisco / Santa Monica.

E aí pessoal!

Hoje foi o meu último dia em San Francisco, de fato. Não fiz nada de especial a não ser, ir para o aeroporto.

A ida é tranquila, sem muitos problemas a não ser o trânsito, que por sinal nem se compara com o de São Paulo. Pudera, San Francisco tem cerca de 800 mil habitantes conhecidos. Sem contar os imigrantes ilegais.

A despedida de SF, foi dar uma geral na cidade. Passar por alguns pontos que tinha passado, mas de carro. E aeronauticamente falando, não podia ser em melhor estilo: um 747-400 da KLM decolando na sua frente. Nessa hora, eu queria ter parado o carro, sacado a câmera e feito umas fotos, mas estava meio atrasado já. Ô medo danado de perder o voo. Ainda tinha que abastecer o carro antes de devolvê-lo e economizar uns USD10,00 (em que nível cheguei, haha).

Se o trânsito não é problema, o problema é pagar quase USD60,00 para despachar as bagagens. Para ter uma noção, paguei USD80,00 na passagem.

Ah, na entrega do Corolla, avisei da batida que deram. Fiz um relatório e não deu nada. Assim espero. Aliás, recomendação. Façam os seguros. Foi isto que livrou minha cara de pagar o conserto do parachoque. Apesar que uma boa polida resolve aquela jaca lá. Tchau Corolla! O Corolla em questão, achei meio básico, mas andava bem na estrada. Gosto do conjunto da Toyota, do carro robusto, interior funcional, motor e câmbio que se entendem. O design a gente conhece. É o Corolla Brad Pitt remodelado (a Toyota jura de pé junto que não tem uma peça em comum entre ele e o antigo) e acho até que fui um dos últimos locatários daquele carro, já que a Hertz já tinha uns Corollas novinhos no pátio (pow... a chance que perdi).

O aeroporto de SFO é limpo, arrumado, moderno e organizado. E tem até trem interno.  Pena que não fiz muitas fotos. O aeroporto é muito bom, apesar de ser uma cidade de quantos habitantes mesmo?? Ah sim. Check in feito, vamos para o avião. Um Embraer E175 da Compass Airlines, operando para a Delta. O DL5849. Foi a primeira vez que voei em um avião da Embraer (sério). Certa forma, escolhi o voo por causa disto também. Muito confortável e ainda servem bebida e um snack saudável. Umas tiras de vegetais com uma espécie de Doritos sem sal e tempero. Não tem entretenimento de bordo, a menos que conte a revista de bordo da Delta. Este foi meu primeiro vôo em empresa regional, na vida (acreditem).

Vista geral do aeroporto de San Francisco - SFO. 

Trem interno do aeroporto. E o japa (ou china, como chamam por aqui) com cara de conteúdo.

 Tráfego local de SFO. Plenty of Southwest.

 A máquina que nos levou para LAX. N608CZ, um Embraer 175 da Compass - operating for Delta Connections.

Mais uma parte dele.

 Outra com certa frequencia por aqui, a Frontier Airlines. Pena que não dava para tirar foto dele inteiro.

A nova torre do aeroporto de San Francisco.

Outra aeronauticamente falando que é sensacional ler: No Safety card do avião, está escrito: Final assembly of this airplane: Brazil. Bateu um orgulho ler isto num avião de empresa norte-americana.

Aliás, foi a primeira vez que vi uma operação simultânea. Ficamos do lado de um CRJ da United Express. Pena que estava do lado oposto ao meu... pena!

Chegamos às 17h15 em LAX, 15 minutos antes do previsto, como foi anunciado pelo comandante, ainda em solo. Ótimo!

 Espaço para as pernas. Muito bom, para quem tem 1,83m.

Vista do avião. Tá de bom tamanho.



Vista de South San Francisco após a decolagem, realizando procedimento de subida. 

Vista geral do aeroporto de SFO num ângulo bizarro. Ali na ponta, no aterro, foi onde ocorreu o acidente com o 777 da Asiana 10 meses antes.

Vista em direção ao sul, a Los Angeles. 

 Um pouco antes de chegar em LAX.

De aviões, LAX é LAX. 2 A380 da Qantas, A380 da Singapore, 777-300ER da Air New Zealand na pintura dos All Blacks (pena que não deu para tirar foto, pessoalmente o avião é sensacional). Tudo quanto é avião possível e imaginável ali estava.

 Passando por trás do 737 da Southwest. Logo depois do nosso pouso.

 Ó que tráfego bem mais ou menos... praticamente tudo da Oceania. E 2 A380 da Qantas. E um 747. É mole? Tinham 2 777-300ER da Air New Zealand também. Incluindo o dos All Blacks. Lindo demais!

 Tráfego internacional no LAX.

Agora, pegar as bagagens. Confesso que eu acho o baggage claim area de LAX muito estranho. Um dos mais estranhos que eu já vi, ao menos deste terminal que a Delta opera. É a segunda vez que vejo ele. Ele sai direto para a rua. Em tese, qualquer um que esteja na rua e queira entrar lá para roubar uma mala, faz isto. Em TESE! Na prática, tu vai é pro xilindró!

Fui pegar o carro. Já tinha um pronto para mim, até com o meu nome no painel da locadora, por eu ser cliente conhecido e cadastrado. Mas pedi para alterarem, porque comprei um GPS usado dos suíços. Economizei uma boa grana nesta. Uns USD50,00 e estou com o GPS aqui. Aliás, tenho que ver se não tem como alterar a database dele e fazer rodar no Brasil. Se não ser, estou vendendo este GPS, então, hehe. O carro? Um Chevrolet Sonic LT sedan azul. Se fosse o hatch, seria um dos carros que penso em comprar e trocar o bom e velho Fit guerreiro. De cara, achei a ergonomia dele um pouco estranha. E quem for atrás, coitado. É apertado prá caramba.


 E esta foi a viatura desta parte da viagem. Um Chevrolet Sonic LT 2013.

E dali dava para ver os aviões chegando, para aproximação de uma das pistas de LAX. Eles passam bem em cima do pátio.


Ó a visão do pátio da locadora - Hertz. Aproximação da pista 24. Não sei se esquerda ou direita. Ah, pouco importa. A321 da American Airlines.Feita no susto. Porque era um Airbus da American Airlines. Eles não operavam Airbus desde os A300-600...

Depois, fui ao hostel. LAX para Santa Monica é relativamente perto. Mas pareceu uma eternidade. Não tinha almoçado e já era quase 18h30. Estava virado de fome. Só comi aquele snack do avião e um suco. Quem mandou educar o corpo a comer a cada três horas? Bem feito pra mim (apesar que nesta eu emagreci bem). Tinha pasta night no hostel. Fui lá e ataquei. Não pensei duas vezes. E ainda por USD4,00? Praticamente, xepa! E depois, a coisa legal. Tinha parado o carro num estacionamento no qual a estadia de 24 horas era USD14.00. A mocinha do hostel ainda falou que tinha uma outra opção, que ficava a um quilômetro dali e que custava USD5.00 por período de 24 horas. O quê?? Ah, demorou! Dane-se que tinha que andar. Lá não chove mesmo. O que eu pagava quase por dia em San Francisco, vou pagar nos 5 dias em Santa Monica? Sensacional.

Dali, fui para o quarto e encontrei mais um brasileiro, o Pedro, de Porto Alegre (tchê!!), mas que está nos EUA a estudo, em Austin, Texas, estudando. Logo depois, veio um Sueco, o Robin, gente boa, o cara.

Estávamos exaustos. Não demorou muito, fomos dormir...

Este foi o dia 22/05. San Francisco - Santa Monica.

Ah, Santa Monica é uma cidade com cerca de 90 mil habitantes, localizada bem na costa da California e que faz parte do condado de Los Angeles. A cidade em si é bem procurada durante os feriados, devido a boa infra-estrutura e as praias limpas e de águas calmas. Parece uma cidade próspera. E que atrai muita gente (inclusive celebridades) pelas praias.

Abraços!
Claudio


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mission Bay, Castro (It's Castro Bitch!!) and... last day in San Francisco.

Dia: 21-05-2014.
Cidade: San Francisco.

Opa, e aí pessoal!

Pois é, este é o meu relato do último dia inteiro em San Francisco. Amanhã vou a Los Angeles. Estou escrevendo isto da Baker Beach. Dita como a praia favorita dos moradores de San Francisco, apesar de dizerem que é a Ocean Beach. Fiz esta exceção de escrever diretamente, pois a praia é sensacional. Tirando os ventos. Limpa, com a vista mais privilegiada da Golden Gate Bridge e vazia. E com direito a um beijo de cachorro, hahaha!
Da Baker Beach, com a Golden Gate ao fundo.

Ah, não resisti, no segundo dia fui ao outro passeio do grupo de guias. Desta vez, o guia é outro o J.Jo - divertido prá caramba, o destino é outro e a turma é outra. Sou o único brasileiro e com a camisa da seleção inglesa, haha! Vamos despistar os gringos.

Vamos conhecer a região de Mission, Castro Street e Dolores Park. A primeira parada, Market Street e os centenários carros elétricos. Um bonde auto-propelido, com motor elétrico, fechado e único vagão. Não é o nosso velho bondinho. O interessante notar é que este bonde que embarcamos foi fabricado na Itália e os avisos de advertência aos passageiros originais foram mantidos. Ah, está é a linha F de San Francisco.

 And Please don't call it Frisco!!

 No bonde elétrico.
Este foi o bonde. Logo depois do desembarque em Market com a Castro.

O passeio foi rápido. Desembarcamos no começo da Castro Street. It's Castro Bitch!! Este seria o título da postagem, mas resumir ele a Castro é sacanagem. Aqui o pessoal é ele (ou ela) mesmo, livre, sem ninguém encher o saco. Ou quase. Há algum tempo, outorgaram uma lei proibindo andar sem camisa pela rua (quem dirá pelado, tinham uns doidos que andavam pelados). Enfim, cada um, cada um. Esta lei foi outorgada por uma espécie de sub-prefeito de San Francisco.

Começo da Castro Street e a bandeira do orgulho gay.

Se tem bar gay, tem que ter um lésbico. Este foi o primeiro, o Twin Peaks - alusão ao Twin Peaks, ao norte da cidade. E as vidraças enormes eram de propósito, um lugar para ver e ser visto. E foi o primeiro do tipo com estas janelas enormes.

Castro não é só conhecida como reduto gay, mas como um dos centros de lutas pelos direitos humanos e das minorias. O tipo sub-prefeito (Harvey Milk) numa determinada época era gay e que foi assassinado pelo seu assessor, que também matou o prefeito. Aliás, o local logo abaixo da bandeira do orgulho gay é a praça Harvey Milk.

Houve uma série de revoltas populares, pela pena branda que foi dada ao autor dos crimes (ele alegou insanidade mental), incluindo destruição de patrimônio, viaturas (viraram 20 viaturas de polícia e queimaram-nas em seguida). A polícia reagiu violentamente, enfim. Algumas cenas que vimos há cerca de um ano atrás no Brasil afora. A casa/loja deste sub-prefeito (antes trabalhava com fotografia) virou cede da organização dos direitos humanos. Aliás, há um filme sobre este cara e que foi interpretado pelo Sean Penn, chamado "Milk", de 2008.

Conhecemos também o Castro Theater, que foi um dos projetistas da Bay Bridge. Ele continua como um cinema até hoje. A Castro Street está em obras, para alargamento.

Castro Theater. 

Aspecto da Castro Street. 

It's Castro, Bitch!!

Depois, fomos a Dolores Park, considerada uma das vistas mais bonitas de San Francisco. E finalmente uma foto minha, que não é uma selfie! Neste parque, ao lado dele, na verdade, está localizado o único hidrante que funcionou após o terremoto de 1906. Ele está pintado de dourado, mas infelimente não funciona mais.

Dolores Park 

Mais de Dolores Park 

Mais ainda... 

 Notem o Hidrante dourado, logo atrás do poste de sinalização de rua. Na "frente" do carro vermelho desbotado.

Vista de San Francisco. 

Mais uma... 

E uma foto minha sem ser selfie! Thanks J.Jo!

Vista do Dolores Park. 

E nem tudo são maravilhas para todos... uns se divertido, outros tentando sobreviver.

Ficamos ainda um tempo no gramado. Estima-se que num dia movimentado, cerca de 5000 pessoas estão ao mesmo tempo no parque, disputando um espaço no seu gramado.

De lá, fomos a Mission District. Que se chama Mission, pelo fato de ser uma missão jesuita e que ali começou a cidade. Ao longo da costa da California, outras foram criadas, incluindo San Diego (que por sinal tem a Mission Bay). Esta missão de San Francisco, chamava-se São Francisco de Assis. E por isto, San Francisco tem este nome. Esta missão ainda existe, alguma coisa da época, mas muito já se tornou parte da cidade, de fato. E também, esta missão foi responsável por quase dizimar a população indígena original, com trabalhos forçados e doenças ocidentais. Além de quase acabar com a fauna e flora local. 

Ah, qual o nome da missão mesmo? Ironic...

 A missão e um dos poucos cemitérios em San Francisco.

Uma das tradicionais lojas de Mission District. São lojas únicas. E o detalhe, não há lojas de grandes redes na região. 

A missão de San Francisco.

Depois do tour fomos comer e ali conheci um pouco mais o pessoal que estava conosco. É gente do mundo inteiro. Inclusive dos EUA. Isto é muito legal!

E estes tour guiados, a pé, são muito legais. Eles são feitos por queem realmente mora, conhece e ama a cidade. E além disso, explora o lado cultural e histórico. Aí o passeio fica bem mais enriquecido.

Uma curiosidade que aprendi durante o tour: É oficial, há mais pets (cachorros e gatos) do que bebês humanos em San Francisco.

Depois do passeio, vim à praia. A Baker Beach. Dizem que é uma das melhores praias de San Francisco. Foi a primeira vez que, de fato, pus os pés no Oceano Pacífico. Na primeira praia, só toquei as águas. E em San Diego, em 2012, só vi mesmo. O único problema, estava muuuito frio! Não tive coragem nem de tirar a blusa. E muito menos, mergulhar nas águas. Mas a vista e a sensação era de que eu realmente precisava disto.

Dizem que a Baker Beach é praia de nudismo. Hein?? Com aquele frio? Tem que ser doido. E soube disto depois de ter ido lá. 

E ah, não tinha nenhum aviso disto. Aliás, tinha é casal tirando foto para álbum de casamento. Vamos para o hostel dormir...

Olha o calor na praia, 

Por do sol. Ê vista a toa! 

Selfie! 

 

Golden Gate Bridge. Vista privilegiada! 

Geral da praia. 


Pôr do Sol em Baker Beach.

Cachorros na praia. Não que seja a melhor coisa do mundo... mas foi uma cena bem legal.

Hein!? Não! Hahaha! Pessoal estava tomando umas. O Filipe e os dois suíços fazendo uma volta ao mundo, quase. Me juntei a eles e depois, fizemos um pub crawl particular. Rápido, mas foi legal. Legal para tomar umas e ver como os San Franciscanos se divertem. Não é muito diferente do Brasil, diga-se de passagem.

E aí se foi meu último dia inteiro em San Francisco...

Sem querer, tive uma experiência musical de San Francisco, em San Francisco. Enquanto dirigia pela The Embarcadero, beirando a praia em San Francisco, a caminho da Baker Beach, ouvi, no carro, a música Semi-Charmed Life, da banda San Franciscana Third Eye Blind. E cujo clipe foi gravado nas ruas de San Francisco.

E ahhh, Don't call it Frisco!!! It's San Francisco. Period!

Abraços!
Claudio.

Chinatown, Gold Rush, Earthquake, Bonde, museu dos bondes, Fisherman's Wharf, Cultura e por aí vai!

Data: 20-05-2014.
Cidade: San Francisco.

Dae galera!

Como ontem descansei, hoje vamos bater perna.

A dúvida, se eu pegava um tour a pé, guiado por uma empresa/guias independentes. Resolvi topar. Foi a melhor coisa que fiz. São um grupo de moradores de San Francisco - na verdade, as far as I know, 3, que fazem tours com o pessoal de hostels de San Francisco. Estes passeios ocorrem as terças, quartas, quintas e sábados. São dois roteiros. O de hoje, Gold Rush, Earthquake, Chinatown, Beat Generation...

Encontramos na Union Square, que é pertinho do hostel. Foi juntando o pessoal e fomos andar. Ah, foi o primeiro contato de primeiro grau com Brasileiro. Sim, depois destes dias e passando por New York (reduto de brasileiros), foi a primeira vez que conversei com brasileiros.

Powell Street. Aqui começa a linha dos Cable Cars de San Francisco.

Union Square. 

Shame on you, Swarovski. 

Aspecto da Union Square.

Começamos a caminhada. Tudo começou ainda na Union Square, quando fomos ao Hotel  St. Francis. Este hotel tem umas histórias interessantes. Por exemplo, que ali a sociedade de San Francisco se encontrava. Que ele foi concluído em 1904, mas 1906 foi destruído no incêndio pós terremoto (ele não desabou) e reconstruído em 1907, como um hotel de mais luxo ainda. Ah, sem contar o quase assassinato de um presidente americano, o Gerald Rudolph Ford, por uma mulher que sacou um revolver e atirou, porém, errou. E o segundo disparo e o assassinato, foi evitado por um Marine aposentado, Oliver Sipple, mas que nunca foi reconhecido como herói por ser gay. Ah, este presidente, depois, sofreu uma outra tentativa de assassinato, novamente por uma mulher, em Sacramento, também na California.

Hotel St. Francis. Claro que em 1904 ele não era deste tamanho.

O relógio, que funciona, é da época da re-inauguração. 

Meet me at the clock. A sociedade antiga de San Francisco sabe bem que relógio é. É este aí.

Nesta porta o presidente norte-americano Gerald  Rudolf Ford foi quase assassinado.


Estávamos perto de Chinatown. Sinceramente? Parece a Liberdade, mas com aspecto mais histórico e com muito mais traços chineses que japoneses. Mas valeu! E a primeira parte histórica. Lá está uma estátua de Sun Yat-Sen, o fundador da república chinesa, hoje conhecida como Taiwan. Ele morou nos EUA durante um tempo, no Hawaii. E segundo contaram, ele se exilou nos EUA por um tempo, devido a tentativa de golpe para derrubar a dinastia imperialista chinesa.
Aqui era a rua dos prostíbulos de San Francisco. Este prédio ao lado, ganhou um prêmio de arquitetura.  A entrada de Chinatown.Mais uma foto...A estátua de Sun Yat-Sen.

Aliás, aí em Chinatown há também um traço do gold rush. Foi na região de Sacramento que encontrou-se ouro. E correu a lenda de muito ouro na região. Os chineses foram muito hostilizados na vinda para San Francisco, justamente pelo fato dos americanos pensarem "esta é a nossa terra, este é o nosso ouro". Ah, detalhe - que até o guia contou. A região, antes era do Mexico. E antes disto, dos índios.

Curiosidade, o time de futebol americano de San Francisco, os 49ers, tem origem no nome da Gold Rush.

No grande terremoto de 1906, muito dali foi destruído, tanto pelo terremoto, quanto pelo fogo. Logo, as construções ali, apesar de antigas, não passam de 1906. E algumas com traços pitorescos. "Pagodas" com cara ocidental e uma igreja cristã construída por chineses.

A pagoda mequetrefe. 

A igreja gótica mequetrefe. 

Aspectos de Chinatown. 

Um pouco mais de Chinatown. 

Lembra o bairro da Liberdade, não?

Um Mirror chinês, detalhe, esta mancha amarela foi feita ali, depois de um monte de protestos, devido ao tombamento do prédio ao lado, que é a padaria chinesa mais antiga em funcionamento em San Francisco. Ela está lá há mais de 100 anos. 

Aspectos de Chinatown. Notem até a placa de nome da rua em Chinês. 

Este prédio ao fundo é o prédio mais antigo de Chinatown, se não me engano. 

Mais um pouco dele. 

O Senhor Jun Yu. 

Um mirror de origem mexicana/latina.

Uma curiosidade é o fato de San Francisco hoje ter por volta de 800 mil habitantes, porém, se fosse tão densamente povoada quanto Chinatown, ela teria 8 milhões.

Após o terremoto, pensaram em mandar os chineses para longe de SF, mas eles bravamente resistiram e reconstruíram seu bairro, no mesmo lugar.

Aliás, a Chinatown de SF, é a maior e mais antiga do mundo. Estima-se que 1 em cada 5 habitantes de San Francisco seja de origem chinesa.

Continuando, fomos ver uma fábrica de biscoito da sorte e depois, o simpático senhor Jun Yu. Um barbeiro e músico, que tem um salão num dos becos de Chinatown. Clint Eastwood, Frank Sinatra cortaram o cabelo ali, nos quase 50 anos do salão. E ele mesmo apareceu no filme "Em busca da felicidade" - The pursuit of happiness - do Will Smith. Aliás, muito do filme foi rodado em San Francisco, assim como zilhares de filmes, como, Bullit e a sua lendária perseguição do Mustang verde do Steve McQueen pelo Dogde Charger.

Do terremoto, cerca de 3000 pessoas morreram (SF tinha 26mil na época) e 70% da cidade foi destruída. De todos os hidrantes da cidade, apenas um funcionava e ficava em Mission District. Longe prá caramba da região de Chinatown e etc. E a curiosidade, um dos prédios que sobreviveram foi um depósito de bebidas alcoolicas, a Hotaling. Na época, San Francisco, devido ao Gold Rush e etc já tinha fama de cidade de prostitutas, bebedeiras e etc. Falavam que foi um castigo e Deus. Esta destilaria sobreviveu, assim como outros prédios, devido ao fato de ela ter algumas proteções de aço (meio que literalmente um escudo). Aí, os críticos rebateram, dizendo que, se foi castigo de Deus, porque as igrejas foram queimadas e a Hotaling sobreviveu?? Boa!! Porém, o antigo "red light district" foi destruído. Ah, curiosidade, haviam 26 mil habitantes. E só 300 eram mulheres. Não sei não se ali já começou a história de cidade dos homossexuais...

Em San Francisco também que se estabeleceu o Bank of America. A antiga sede dele ainda existe e hoje é uma unidade da Igreja da Cientologia.


 Fachada do First Bank em Chinatown, com o letreiro em Chinês.

Próximo da City Hall books.

Bar Vesuvio. Lugar lendário de San Francisco, conhecido pelas bebedeiras de famosos. 

Este prédio pertence a Francis Ford Coppola e algumas cenas de Godfather foram feitas ali. 

Gold St. 

Gold Street. 

Um prédio que sobreviveu ao terremoto de 1906. 

Esta rua é curva, pois, ela acompanha o que seria o trajeto original do terreno. Esta área é um aterro, que foi criado pela remoção da terra para a terraplanagem de Union Square.  

Também vimos um dos prédios mais altos de San Francisco, o Transamerica Pyramid. A peculiaridade do prédio é a sua base, quase que em treliça de concreto e o topo, pontiagudo, que faz parecer que some no céu. Muito legal!!

Transamerica Pyramid.

Antiga sede do Bank of America, que nasceu chamando-se Bank of Italy.

Conta-se a história que aqui foi o primeiro bar abertamente gay de San Francisco.


Aqui o Café Trieste, onde Coppola começou a escrever o roteiro do filme Godfather (Poderoso Chefão).

Depois do passeio e o banho cultural, almoçar. O primeiro fast food de bento que eu vi. Arroz e frango. E um chá gelado com bolinhas de sagú, literalmente. Era barato, mas eu acho que eu deveria ter ido no House of Nanking, que é pertinho.

Passei ainda na City of Lights, a mais tradicional e famosa livraria de San Francisco. Bem cult mesmo, nada dessas modernidades de super lojas americanas. Livraria de raíz, com literatura do mundo todo e destaque a Beat Generation, de SF. Confesso que não entendi bem, mas é muito da geração de poetas. São livros, basicamente de poesia.

Andando mais um pouco, não sabia como voltar ao hostel, fui a pé. Mas antes, resolvi ir até o museu do cable car, o museu do bondinho. Ali está o mecanismo, quase que original da época. Só os motores mudaram. E não sabia, SF ficou um tempo sem estes bondes e fizeram um movimento popular para eles voltarem. Ainda bem! E eles já fizeram até parte de filme.

Cable Car Museum. Entrada franca! 

Maquinário que movimenta os carros e o nome das ruas nas quais eles circulam. 

Motores dos bondes. Trocados em 1984. 


Powell Street. 

Bondinho. Ou melhor, Cable Car.

Após a visita, nada mais justo que uma volta no bonde. É cara, mas foi divertida.

 Passeio no Cable Car. Ele não é só turístico. Ele realmente serve a cidade, mas é bem caro.

E ainda tive folego para ir a Fisherman Wharf. De carro, claro. Na boa, vale mais pela curiosidade do que ter algo que realmente chame a atenção, tirando o fato de se você for fã de frutos do mar.







Esta foi a vista do fim do dia... Gillardino Square.

Hoje o dia rendeu. Culturalmente e para visitar os diversos pontos turísticos de San Francisco. Dá para perceber que a cidade é um ponto fora da curva, saindo dessas metrópolis nas quais os EUA são conhecidos. Digo, de NY, Los Angeles, Miami, Chicago, etc.

Este foi o dia que fiz os contatos com brasileiros. Chegando no hostel, tinha mais um brasileiro no quarto. O Filipe, de Indaiatuba. E brasileiro logo se reconhece mesmo, haha! Engraçado.

E nada como uma visita guiada, por quem conhece e ama a cidade, tanto no ponto de vista cultural e histórico, quanto do aspecto da cidade. E o legal, com esta pegada de senso crítico, nada de visitinha muito alienada.

É isto aí!

Abraços.
Claudio.