quinta-feira, 29 de maio de 2014

Chinatown, Gold Rush, Earthquake, Bonde, museu dos bondes, Fisherman's Wharf, Cultura e por aí vai!

Data: 20-05-2014.
Cidade: San Francisco.

Dae galera!

Como ontem descansei, hoje vamos bater perna.

A dúvida, se eu pegava um tour a pé, guiado por uma empresa/guias independentes. Resolvi topar. Foi a melhor coisa que fiz. São um grupo de moradores de San Francisco - na verdade, as far as I know, 3, que fazem tours com o pessoal de hostels de San Francisco. Estes passeios ocorrem as terças, quartas, quintas e sábados. São dois roteiros. O de hoje, Gold Rush, Earthquake, Chinatown, Beat Generation...

Encontramos na Union Square, que é pertinho do hostel. Foi juntando o pessoal e fomos andar. Ah, foi o primeiro contato de primeiro grau com Brasileiro. Sim, depois destes dias e passando por New York (reduto de brasileiros), foi a primeira vez que conversei com brasileiros.

Powell Street. Aqui começa a linha dos Cable Cars de San Francisco.

Union Square. 

Shame on you, Swarovski. 

Aspecto da Union Square.

Começamos a caminhada. Tudo começou ainda na Union Square, quando fomos ao Hotel  St. Francis. Este hotel tem umas histórias interessantes. Por exemplo, que ali a sociedade de San Francisco se encontrava. Que ele foi concluído em 1904, mas 1906 foi destruído no incêndio pós terremoto (ele não desabou) e reconstruído em 1907, como um hotel de mais luxo ainda. Ah, sem contar o quase assassinato de um presidente americano, o Gerald Rudolph Ford, por uma mulher que sacou um revolver e atirou, porém, errou. E o segundo disparo e o assassinato, foi evitado por um Marine aposentado, Oliver Sipple, mas que nunca foi reconhecido como herói por ser gay. Ah, este presidente, depois, sofreu uma outra tentativa de assassinato, novamente por uma mulher, em Sacramento, também na California.

Hotel St. Francis. Claro que em 1904 ele não era deste tamanho.

O relógio, que funciona, é da época da re-inauguração. 

Meet me at the clock. A sociedade antiga de San Francisco sabe bem que relógio é. É este aí.

Nesta porta o presidente norte-americano Gerald  Rudolf Ford foi quase assassinado.


Estávamos perto de Chinatown. Sinceramente? Parece a Liberdade, mas com aspecto mais histórico e com muito mais traços chineses que japoneses. Mas valeu! E a primeira parte histórica. Lá está uma estátua de Sun Yat-Sen, o fundador da república chinesa, hoje conhecida como Taiwan. Ele morou nos EUA durante um tempo, no Hawaii. E segundo contaram, ele se exilou nos EUA por um tempo, devido a tentativa de golpe para derrubar a dinastia imperialista chinesa.
Aqui era a rua dos prostíbulos de San Francisco. Este prédio ao lado, ganhou um prêmio de arquitetura.  A entrada de Chinatown.Mais uma foto...A estátua de Sun Yat-Sen.

Aliás, aí em Chinatown há também um traço do gold rush. Foi na região de Sacramento que encontrou-se ouro. E correu a lenda de muito ouro na região. Os chineses foram muito hostilizados na vinda para San Francisco, justamente pelo fato dos americanos pensarem "esta é a nossa terra, este é o nosso ouro". Ah, detalhe - que até o guia contou. A região, antes era do Mexico. E antes disto, dos índios.

Curiosidade, o time de futebol americano de San Francisco, os 49ers, tem origem no nome da Gold Rush.

No grande terremoto de 1906, muito dali foi destruído, tanto pelo terremoto, quanto pelo fogo. Logo, as construções ali, apesar de antigas, não passam de 1906. E algumas com traços pitorescos. "Pagodas" com cara ocidental e uma igreja cristã construída por chineses.

A pagoda mequetrefe. 

A igreja gótica mequetrefe. 

Aspectos de Chinatown. 

Um pouco mais de Chinatown. 

Lembra o bairro da Liberdade, não?

Um Mirror chinês, detalhe, esta mancha amarela foi feita ali, depois de um monte de protestos, devido ao tombamento do prédio ao lado, que é a padaria chinesa mais antiga em funcionamento em San Francisco. Ela está lá há mais de 100 anos. 

Aspectos de Chinatown. Notem até a placa de nome da rua em Chinês. 

Este prédio ao fundo é o prédio mais antigo de Chinatown, se não me engano. 

Mais um pouco dele. 

O Senhor Jun Yu. 

Um mirror de origem mexicana/latina.

Uma curiosidade é o fato de San Francisco hoje ter por volta de 800 mil habitantes, porém, se fosse tão densamente povoada quanto Chinatown, ela teria 8 milhões.

Após o terremoto, pensaram em mandar os chineses para longe de SF, mas eles bravamente resistiram e reconstruíram seu bairro, no mesmo lugar.

Aliás, a Chinatown de SF, é a maior e mais antiga do mundo. Estima-se que 1 em cada 5 habitantes de San Francisco seja de origem chinesa.

Continuando, fomos ver uma fábrica de biscoito da sorte e depois, o simpático senhor Jun Yu. Um barbeiro e músico, que tem um salão num dos becos de Chinatown. Clint Eastwood, Frank Sinatra cortaram o cabelo ali, nos quase 50 anos do salão. E ele mesmo apareceu no filme "Em busca da felicidade" - The pursuit of happiness - do Will Smith. Aliás, muito do filme foi rodado em San Francisco, assim como zilhares de filmes, como, Bullit e a sua lendária perseguição do Mustang verde do Steve McQueen pelo Dogde Charger.

Do terremoto, cerca de 3000 pessoas morreram (SF tinha 26mil na época) e 70% da cidade foi destruída. De todos os hidrantes da cidade, apenas um funcionava e ficava em Mission District. Longe prá caramba da região de Chinatown e etc. E a curiosidade, um dos prédios que sobreviveram foi um depósito de bebidas alcoolicas, a Hotaling. Na época, San Francisco, devido ao Gold Rush e etc já tinha fama de cidade de prostitutas, bebedeiras e etc. Falavam que foi um castigo e Deus. Esta destilaria sobreviveu, assim como outros prédios, devido ao fato de ela ter algumas proteções de aço (meio que literalmente um escudo). Aí, os críticos rebateram, dizendo que, se foi castigo de Deus, porque as igrejas foram queimadas e a Hotaling sobreviveu?? Boa!! Porém, o antigo "red light district" foi destruído. Ah, curiosidade, haviam 26 mil habitantes. E só 300 eram mulheres. Não sei não se ali já começou a história de cidade dos homossexuais...

Em San Francisco também que se estabeleceu o Bank of America. A antiga sede dele ainda existe e hoje é uma unidade da Igreja da Cientologia.


 Fachada do First Bank em Chinatown, com o letreiro em Chinês.

Próximo da City Hall books.

Bar Vesuvio. Lugar lendário de San Francisco, conhecido pelas bebedeiras de famosos. 

Este prédio pertence a Francis Ford Coppola e algumas cenas de Godfather foram feitas ali. 

Gold St. 

Gold Street. 

Um prédio que sobreviveu ao terremoto de 1906. 

Esta rua é curva, pois, ela acompanha o que seria o trajeto original do terreno. Esta área é um aterro, que foi criado pela remoção da terra para a terraplanagem de Union Square.  

Também vimos um dos prédios mais altos de San Francisco, o Transamerica Pyramid. A peculiaridade do prédio é a sua base, quase que em treliça de concreto e o topo, pontiagudo, que faz parecer que some no céu. Muito legal!!

Transamerica Pyramid.

Antiga sede do Bank of America, que nasceu chamando-se Bank of Italy.

Conta-se a história que aqui foi o primeiro bar abertamente gay de San Francisco.


Aqui o Café Trieste, onde Coppola começou a escrever o roteiro do filme Godfather (Poderoso Chefão).

Depois do passeio e o banho cultural, almoçar. O primeiro fast food de bento que eu vi. Arroz e frango. E um chá gelado com bolinhas de sagú, literalmente. Era barato, mas eu acho que eu deveria ter ido no House of Nanking, que é pertinho.

Passei ainda na City of Lights, a mais tradicional e famosa livraria de San Francisco. Bem cult mesmo, nada dessas modernidades de super lojas americanas. Livraria de raíz, com literatura do mundo todo e destaque a Beat Generation, de SF. Confesso que não entendi bem, mas é muito da geração de poetas. São livros, basicamente de poesia.

Andando mais um pouco, não sabia como voltar ao hostel, fui a pé. Mas antes, resolvi ir até o museu do cable car, o museu do bondinho. Ali está o mecanismo, quase que original da época. Só os motores mudaram. E não sabia, SF ficou um tempo sem estes bondes e fizeram um movimento popular para eles voltarem. Ainda bem! E eles já fizeram até parte de filme.

Cable Car Museum. Entrada franca! 

Maquinário que movimenta os carros e o nome das ruas nas quais eles circulam. 

Motores dos bondes. Trocados em 1984. 


Powell Street. 

Bondinho. Ou melhor, Cable Car.

Após a visita, nada mais justo que uma volta no bonde. É cara, mas foi divertida.

 Passeio no Cable Car. Ele não é só turístico. Ele realmente serve a cidade, mas é bem caro.

E ainda tive folego para ir a Fisherman Wharf. De carro, claro. Na boa, vale mais pela curiosidade do que ter algo que realmente chame a atenção, tirando o fato de se você for fã de frutos do mar.







Esta foi a vista do fim do dia... Gillardino Square.

Hoje o dia rendeu. Culturalmente e para visitar os diversos pontos turísticos de San Francisco. Dá para perceber que a cidade é um ponto fora da curva, saindo dessas metrópolis nas quais os EUA são conhecidos. Digo, de NY, Los Angeles, Miami, Chicago, etc.

Este foi o dia que fiz os contatos com brasileiros. Chegando no hostel, tinha mais um brasileiro no quarto. O Filipe, de Indaiatuba. E brasileiro logo se reconhece mesmo, haha! Engraçado.

E nada como uma visita guiada, por quem conhece e ama a cidade, tanto no ponto de vista cultural e histórico, quanto do aspecto da cidade. E o legal, com esta pegada de senso crítico, nada de visitinha muito alienada.

É isto aí!

Abraços.
Claudio.

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