Dia: 14-05-2014
Cidade: New York
E aí pessoal!!
Ah, vou começar com uma curiosidade, escrevi isto da lavanderia do hostel. Hoje tive um dia de dona de casa. Na verdade, um fim de tarde de dona de casa.
A primeira praticularidade foi: minha perna e meu pé estão pedindo arrego. Meu pé direito está doendo. O meu joelho direito também começou a doer. Resolvi tentar a sorte. Primeiro, fui com planos de fazer uma volta no Central Park e descer até o Rockfeller Center. Mas antes, passar pela Catedral de Saint John the Divine, considerada uma das maiores de NY. Vale muito a visita, é bonita, mas pagar USD10,00 para entrar, God, sorry, but this is too much for an ordinary Brazilian guy...
Interior da Catedral de Saint John, the Divine. Havia alguma exposição sobre religiões chinesas. Interessante esta interação entre religiões.
Fachada da Catedral.
E acho que ele me "puniu" (brincadeira), haha, no deal para ir ao passeio ao Central Park, minhas pernas e meu pé estavam doendo, então, não rolou mesmo. Resolvi voltar ao hostel e encontrei meu colega português se preparando para ir embora. Nos despedidos, desejei sorte e fui procurar algo para comer. Almocei numa pequena e simpática cantina, quase de frente ao hostel, tocada por uma mocinha com um jeito meio indie e bem simpática. Fui o cliente número 1 do dia. A comida simples, mas bem servida. Porém, mais cara do que eu imaginava. Tomei uma Coca Cola (a primeira da viagem), americana e de garrafa. É a mesma coisa, mas parece que ataca menos os dentes. E porque tomei a Coca Cola? Adaptações às comidas locais (AKA piriri). Esse mal sempre me ataca em todas estas viagens internacionais.
Depois de lá, fui refazer os planos para chegar ao USS Intrepid. Era mais fácil do que eu imaginava, se eu achasse a estação do metrô. Fui pegar a seguinte dela. E ah, a perna direita doendo.
Algo que percebi é que o metrô de NY é abrangente, bem abrangente, mas bem confuso também. E sujo e velho. Meu Deus, a CPTM até que não está tão ruim assim, na boa. O metrô de Sampa só perde no tamanho da malha e pelo fato de não funcionar 24 horas, mas de resto, ganha de lavada.
Bom, saindo da estação, fui ao USS Intrepid. A caminhada é longa, mas tranquila. E meu pé doendo. Até que cheguei ao dito cujo. Putz, fenomenal! Alguns aviões que eu nunca tinha visto ao vivo, incluindo o Blackbird. Sensacional! Ainda mais bem de perto. Este é o segundo porta-aviões que eu visito. O primeiro foi o USS Midway em San Diego. Aliás, ambos são praticamente contemporâneos. E claro, como não podia deixar de aproveitar, fui ver o Concorde. The lady Concorde! Agora vi os dois, um da Air France no CDG e agora o G-BOAD em NY. Concorde é o Concorde. E como não podia deixar de ser, fui ver o Enterprise. Hoje foi o dia das grandes aeronaves. E engraçado ver que quem fabrica os componentes destas super aeronaves são os mesmos que fabricam os componentes das aeronaves comerciais "normais". A Menasco, o trem de pouso do Entrerprise, que é o mesmo fabricante dos trens de pouso do Fokker 100 (havia, se não me engano, 2 opções de fabricantes, a Menasco e a Messier Bugatti). E as rodas do Enterprise, a Goodrich. A mesma que fabrica uma porrada de coisas de aviação. Os trens de pouso do Concorde, a Messier-Bugatti, que também faz os trens de pouso do Airbus.
Grumman TBM-3E Avenger - o tamanho do motor dele impressiona.
Tentativa de Selfie com a entrada de ar de um dos meus aviões favoritos: o Grumman F-14 "Tomcat" E pq essa cara? Luz vindo nos olhos e putz, meus lábios todos rachados. Mal conseguia abrir a boca.
Ahhh o famoso SR-71, Blackbird, um dos aviões mais impressionantes já produzidos.
Ala dos Grummans no deck do Intrepid. Na ordem: O AF-9J Cougar, o F-11A Tiger, o A-6E Intruder e o F-14 Tomcat. Só não falo ala dos gatos, porque Intruder não me lembro de ser nome de felino.
Roda do trem de pouso do Enterprise. Parece meio pequeno para o baita tamanho do ônibus espacial.
E uma parte do Enterprise. Gigantesco. A lente "fisheye" tá fazendo falta... tirar foto de objetos em partes enche o saco. Fora que fica feio. Vale o registro.
La bélle Concorde! Ou, the Lady Concorde! Putz, que avião!
Trem de pouso.
Mais um detalhe do Concorde. Trens de pouso principaiss e entrada de ar dos motores 1 e 2. Aliás, ele está apenas em comodato ao museu. Hora que a British quiser de volta, ela pede.
Arrogante, mas é verdade, fazer o quê!
Pelas coordenadas, o A320 da US Airways do voo US1549, o do Rio Hudson, pousou em emergência por aqui, depois de engolir uma revoada de marrecos.
Uma embarcação espanhola. Não sei o que era e o que fazia ali.
Aí voltei ao hostel. Fiquei batendo um papo com o indiano que mora no Canadá, tomando umas. E depois, fui comprar algo para fazer o jantar. Comprei um gnocchi e os ingredientes para o molho. E Bruno, valeu pelo toque do óleo do atum!! Putz, dá certo prá caramba. E modéstia a parte, ficou bom prá caramba tb. E mesmo usando cebola e alho desidratado.
Agora, lavando roupas, já que eu e meu amigo brasileiro da Poli nos desencontramos. Ê Lopes, haha! De boa! Fica para a próxima. Mas também estou morrendo de sono e não tenho a mínima puta idéia de que horas são (ah, escrevi isto a mão e depois passei para o notte, antes que perguntem).
Aliás, de vez em quando é bom não ter esta idéia de horário. Essa sensação de liberdade, de falta de responsabilidade (no bom sentido). Tira um pouco a cobrança de responsabilidade das costas.
Impressões do dia: NYC parece um canteiro de obras. Todos os lugares que fui, obras em andamento. Muitas delas, parecem ser de fachada de prédios. Mas outras, na rua mesmo. E, como NYC tem policiamento. Em todos os lugares que andei, havia um policial ou uma viatura. Dá uma sensação de segurança, mas também deve ser um trauma dos atentados de 11 de Setembro. E todas as interferências deles, parecem coordenadas por um produtor de cinema. Algo meio hollywoodiano. E exagerado.
Outra coisa, reclamei de Paris e as sirenes, mas em NYC, c'est la méme merde!
A quantidade de carros velhos e acabados na rua é considerável. Inclusive um Jaguar X-Type da primeira geração, meio remendado. Capô e para-choque champagne num carro verde. Bizarro! Hahaha! E no Brasil tem Mercedes 1995 mais brilhante que Golzinho 2010. Chocante.
E de hostel, estranha a sensação de vai e chega pessoas diferentes no quarto. Agora, saíram dois caras mais novos e apenas a passeio e chegaram dois caras mais velhos que parecem estar em algum congresso ou a estudo. Ou seja, menos tolerantes aos barulhos fora dos horários combinados. Mas também, no quarto do lado, chegaram crianças. Putz! Ah, detalhe, acabei de lavar as roupas às 2h00 da manhã!
Abraços!
Claudio
Claudio

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